Entrevista no podcast Carcarás

Na última quinta, dia 03, tive a honra de participar do podcast dos Carcarás – Juventude Conservadora da UFMA, para, a partir do documentário O Jardim das Aflições, do Josias Teófilo, conversar um pouco com Michael Max Amorim sobre a filosofia de Olavo de Carvalho, principalmente sobre os elementos que julgo mais essenciais em sua…

O Jardim das Aflições e a realidade reconquistada

Saudações, amigos. Retomo este blog como parte de um projeto que será revelado nos próximos meses. Mantenho os pequenos ensaios publicados anteriormente, mas digo desde já que o que vem, embora permaneça no mesmo universo cultural, terá outro direcionamento. Como marco desta nova fase, inicio uma coluna semanal, um híbrido de crônica, ensaio e comentário….

Bem são rios estas águas

Fechando aqui um ciclo que se iniciou com O Degredado, continuou com o Alefbetário e veio dar cá neste Da Reconquista. Ao contrário dos outros blogs, deixarei este no ar; se me incomoda uma coisa aqui e outra ali, há algo que valha. No mais, vou perdendo a vergonha do que ficou no tempo, e gostando…

Quando não há política

E só cresce a desconfiança de que o antagonismo político do país, polarizado na disputa PT x PSDB, é em verdade a exteriorização de um embate paulista em sua origem e essência: é o filho de mentalidade pequeno-burguesa brigando com o irmão, cuja revolta adolescente toma as características do modismo do dia: eco-ambientalismo, teoria do gênero, cicloativismo, meu-corpo-minhas-regras,…

Penitentes e contritos na sagrada procissão

Ladainha de Canudos (Gereba/João Bá) Usaram as águas do rio quem nem arma do medonho Pra destruir a morada, Terra Santa do Beato Santo Antônio Penitentes e contritos Na sagrada procissão Pra bandeira de canudos Nunciar Ressurreição Mais um pouco e a litania “mais Estado/menos Estado” dos liberais empurra-me para o monarquismo de esquerda do…

Algumas notas sobre Submissão, de Michel Houellebecq

(Texto publicado anteriormente em maio de 2015. A eleição do primeiro prefeito muçulmano de Londres só acentua a importância deste romance.) 1. Devido à tragédia coincidente à apresentação do romance ao mundo — capa do Charlie Hebdo no dia em que o pasquim foi atacado por terroristas islâmicos — e a opiniões anteriores de seu…

Aforismos kafkianos

Alguns dos perturbadores aforismos de Kafka: 4. São muitas as sombras de falecidos que apenas se ocupam em lamber as marés do rio dos mortos, porque este vem dos nossos lados e ainda tem o sabor salgado dos nossos mares. O rio crispa-se então enojado, inverte o sentido da corrente e despeja os mortos de…

De quando Albert Camus fez sua entrevista com um vampiro

“Se os proxenetas e os ladrões fossem sempre condenados em toda parte, as pessoas de bem, meu caro senhor, julgar-se-iam todas e incessantemente inocentes. E, no meu entender — pronto, pronto, chego lá! — é sobretudo isso que é preciso evitar. De outra forma, haveria muita razão para rir.” A queda, Albert Camus  O questionamento…

Demolidor e o complexo de Elektra

O problema da liberdade humana, ou melhor, o problema de se tomar uma escolha que pode definir toda uma vida, eis o grande tema do romance moderno. É o problema do ser, enfim: ser ou não ser, para Hamlet, significa vingar ou não vingar a morte de seu pai; para o Dom Quixote, ser ou…

Sobre Duchamp e o apostolado da Arte

(O seguinte exercício foi escrito em setembro de 2012, antes que eu assistisse ao documentário de Roger Scruton, Why Beauty Matters, cujo argumento vai ao encontro do meu.  Republico hoje para evitar falar diretamente de certa manifestação a favor do PT ocorrida nesta semana, em que uma professorinha sem muita coisa na cabeça pôs-se, como…

Guerra, sexo, morte e o que resta após o caos

Para diminuir a tensão destes dias conturbados, falemos de coisas mais suaves. A morte, por exemplo: A morte está hoje diante de mim Como a convalescença de um homem enfermo, Como a ida para o jardim depois da doença. Estes versos abrem um muito antigo cântico egípcio que, a modo de diástole, porei ao longo…

Entre pó e nada, a Graça perdida na cultura brasileira

i É imperativo que eu comece esta resenha sobre A poeira da glória, de Martim Vasques da Cunha (ed. Record, 2015), com a frase que ele pôs junto ao autógrafo pedido por mim, após uma palestra de Bené Barbosa sobre armas e cristianismo na Igreja Santa Generosa: “Que este livro te ajude a não ir…